blog do eu ninguém

Política, filmes, música, livros e tudo que se trata da minha mente perturbada.

É isto mesmo senhoras e senhores. Eu preciso de novos amigos.

Este post não é uma DISS aos meus atuais amigos, e também não tem nada a ver com minhas habilidades sociais. Eu não sou particularmente nenhum esquisitão. Este post tem sim a ver com o fato de eu não me sentir encaixado no status atual das coisas, basicamente, eu preciso de semelhantes, pessoas que fazem sentido das coisas que eu gosto.

Mas antes de saber quem serão meus novos amigos, preciso antes descobrir quem sou EU.

O problema mora inteiro aí na verdade. Eu sou uma pessoa muito versátil e isso é um problema. Deveria eu ser amigo de todos? Uma coisa que eu de fato não gosto é burrice. Não me entenda mal, eu não sou nenhum elitista, não tenho nada contra nossos burrinhos, e também não quero vir aqui pagar de gêniozão, mas de fato, tenho dificuldade de me conectar com pessoas cujo o raciocinio não passa da terceira página. Pessoas que não me desafiam não me interessam.

Agora vamos aos estilos, o que os millenials chamariam de “tribos” (nome horripilante digno do programa “Fantástico”). Eu, quando falo que sou uma pessoa versátil, não pretendo soar igual uma garota que tem na bio do tinder “Sou eclética, minhas músicas vão de pagode até o heavy metal”, sinto muito, você não é eclética, só tem mau gosto mesmo. Eu quero dizer que posso ir do hermetismo, ao cinema dinamarquês, ao futebol mainstream, ao teatro moderno, isto só no mês de setembro (Deus sabe o que me aguarda no mês de outubro). Como encontrar pessoas que se comuniquem com toda essa zorra total (Já que eu tinha falado do Fantástico), e MAIS, como garantir que não sejam completos esquisitos!?

Antes que alguém me mande entrar para a academia, saiba que eu já tentei, e a malhação (pronto agora parei) não me arrumou nenhuma amizade definitiva. Só alguns tiozões “gente-boa” que eu encontro no outro lado da rua as vezes e mando um joinha, sinceramente não vale nem atravessar a rua (piada da galinha niilista).

Apesar de toda a negatividade, não estou disposto a desistir tão facilmente, não vou aceitar que serei um frustrado, solitário. Preciso dos outros para me dispor, para me doar, saber que existe quem depende de mim e que eu devo algo á estes outros seres, é por esse motivo que sei que preciso de pessoas, preciso de quem me entenda, e quem esteja disposto a correr atrás dos meus sonhos em conjunto, mas então, qual é meu sonho?

E é aí que chegamos na pergunta de um milhão de dólares. Não resta eu simplesmente ser amigão de todo mundo, o cara que todos conhecem mas ninguém se aproxima de verdade. Na verdade resta eu saber qual é o rumo que eu quero seguir, seja ele artístico, acadêmico, profissional, familiar, eu preciso saber o que, antes de saber quem. A bolha é consequência, é inevitável, se eu me dedicar muito em um caminho, é óbvio que vou cruzar com pessoas que estão trilhando este mesmo, e é bem possível que nos juntemos para seguir mata a dentro.

E então voltamos a pergunta: Qual é meu sonho?

Quando estamos falando de mim, é mais fácil falar, “Qual não é seu sonho?”, pois sou naturalmente um sonhador, alguém imaginativo, com uma facilidade tremenda de criar cenários, positivos e negativos, me motivar e me sabotar, no mesmo minuto!

Isso cria uma dificuldade tremenda, para encontrar minha “tribo” preciso me encontrar, para me encontrar, preciso me entender, para me entender, preciso de pessoas. Queria olhar para este papel virtual e poder dizer que simplesmente vou fazer música a partir de agora, ou que vou trabalhar para fazer um filme, uma peça, vou construir uma família, vou ficar cada vez melhor e construir uma carreira dentro da minha atual profissão, mas a verdade é uma: Eu não sei.

Talvez seja um dos motivos dos quais eu decidi escrever para este blog, conforme eu escreva mais e mais, eu vou ser obrigado a expor o meu verdadeiro eu, e assim então, vou descobrir meu próximo projeto e talvez, com sorte, eu consiga seguir neste caminho.

Uma coisa é certeza, daqui 5 anos eu vou estar em um lugar diferente, com pessoas diferentes. Eu sei disso, mas onde, talvez eu responda daqui uns meses, ou talvez eu só saiba quando eu chegar lá, até lá, sigo escrevendo aqui e procurando um caminho para mim.

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